Review da demo de Mafia II – PS3

Publicado: 10 de agosto de 2010 em PS3, PSN, Sony

Hoje um especial: review da demo de Mafia II. A demo estará hoje na PSN Americana, mas quem tem cadastro na PSN europeia e tem acesso à Playstation Plus lá, teve a vantagem de ter a demo 24h antes de sair na Plus Americana. Sem mais enrolações, vamos à análise.

Primeiro de tudo, um aviso de praxe: é uma demo e não há como tirar conclusões concretas, pelo motivo de que algumas coisas podem ser corrigidas no jogo final.

Mafia II não é algo feito para ter gráficos matadores. Pelo menos não nos consoles. O visual está bom. Na minha opinião, melhor que o que se vê em GTA IV e mesmo em algumas cenas do Red Dead Redemption. Jogos do estilo sandbox não conseguem ter gráficos tão bons como alguns FPS ou outros gêneros que costumamos a ver pelo simples motivo de que o mundo é imenso. Tudo deve ser renderizado, ter texturas e tudo mais. Como um FPS só renderiza geralmente uma sala e alguns objetos, é muito mais fácil caprichar nos gráficos nele do que num sandbox. Mas não pensem que isso estraga o jogo…

Mafia é um jogo que preza um pouco mais pela realidade do seu mundo. Em ordem crescente de jogos sandbox, levando o quesito realidade, do menor para o maior, organizaria assim: Just Cause, GTA, Mafia. Todos são sandbox, mas o estilo de cada um é muito diferente. Aquilo que muitos gostaram no primeiro jogo ainda continua ali: uma dirigibilidade melhor dos veículos, uma mecânica mais suave, uma física mais aprimorada. O velocímetro continua, assim como a opção de ligar ou desligar o limitador de velocidade, para não acabar sendo multado por excesso de velocidade (lembrem-se de parar nos semáforos, caso não queiram chamar atenção da polícia). Ah, e o combustível também acaba, para os menos desavisados.

A demo começa com um aviso: aquilo que você vai jogar foi criado especialmente para a demo. Então boa parte do que vai ver, além da estória, não estará daquela exata forma no jogo final. Você encara Vito, um iniciante na “famiglia”. Na demo, já ganha uma missão de assassinato.

Há um tempo limite para rodar pela cidade. Dez minutos, que são contados num relógio que aparece no canto superior direito da tela. É tempo o suficiente pra dar uma olhadinha por aí e ver como a cidade está “viva”. A polícia aparece no seu radar, esteja ela circulando com viaturas ou guardas andando a pé. Uma informação importante que pode te ajudar durante o dia a dia na cidade.

Você começa dentro da sua casa. A ambientação é fantástica: músicas da época, mobília e decoração que te lembram os anos 50 e 60 e uma coisa ótima para os homens: há a opção de ver as playmates da época. Sim, nuas. Não esperem nada além de um mamilo, mas para quem gosta, já é algo. Será possível colecionar Playboys da época no jogo e que isso acabe te dando algum troféu ou conquista. Seráo 50 e não se sabe ainda como serão conseguidas.

Andando um pouco pela casa podemos ver que a interatividade é grande: apague as luzes dos cômodos, abra torneiras e etc. E falo: os desenvolvedores, enquanto faziam Mafia II, pensaram muito nos elementos de interatividade, não só para que criassem imersão, mas que fossem usados em alguma parte do jogo. Nada ali está por acaso, nem mesmo dar descarga… Então podemos esperar uns afogamentos nas privadas durante o jogo final. Ou algo mais, digamos… fecal. Dentro de casa há a geladeira, onde há alguns pedaços de sanduíche, algumas cervejas e refrigerantes. O que você vé é o que está lá: se há quatro cervejas ali, é o que terá, diferente de alguns jogos de antigamente, onde a quantidade lá era simbólica. Além disso não dá pra saber ainda qual será o papel dos alimentos no jogo, já que a sua vida se regenera automaticamente. Talvez para um caso de emergência, mas ainda assim, escolher o que se quer e aí comer ou beber é meio demorado.

Saia da casa e o relógio com o tempo de 10 minutos para explorar a cidade é iniciado. Algumas vezes pode ser que fique com um tempo de 12 ou 11 minutos. Aí fica à sua escolha: andar um pouco a pé pela cidade, para ver um pouco dela, roubar um carro e sair por aí para explorar ou ir à garagem e escolher um carro disponível. Andando pela cidade vemos algumas coisas já conhecidas em GTA IV, como comprar um cachorro quente. Ir à uma lanchonete te dá algumas opções como comprar uma cerveja, um café, um sanduíche, um hambúrguer ou refrigerante. Os preços estão expostos. Não da para comprar jornais na demo, como acontece em Red Dead Redemption, mas é possível que isso seja possível no final, já que bancas e vendedores estão nas ruas. Ah, e não há celular. Mas diferente de Red Dead Redemption, a modernidade já chegou, então há cabines telefônicas por aí. Assim como na sua casa também há um telefone, ele será sua comunicação com outros personagens.

Dei uma andada por aí e fui trollar um pouco. Roubar um carro é simples. Aperte bola e você quebra o vidro do carro. Entre nele e saia por aí, igual em GTA. Sem segredos. Fazer isso chama a atenção das pessoas e principalmente dos policiais em sua volta. Mas diferente de Red Dead Redemption, onde cometer o crime faz com que as testemunhas chamem as autoridades, a polícia passou perto de mim poucos segundos após eu ter roubado o carro e ninguém denunciou.

Dirigir o carro também é diferente. Para os que querem algo mais realista, só ir em Options e mudar para “simulation”. Isso torna as respostas dos carros mais realista ao que você faz e ao ambiente em que estão. Um esportivo fica muito mais difícil de controlar que um carro comum, por exemplo, e aí, como os desenvolvedores tanto falam, cada carro terá uma personalidade diferente. Se não liga muito pra isso, deixe como está e os carros ficam mais parecidos com a dirigibilidade de GTA, onde há a física, mas não tão precisa. Os danos nos carros estão bons, mas não tão intensos. O legal é os veículos podem deixar de funcionar dependendo do impacto que sofreram. Se isso acontecer, só sair do carro, e ir para frente dele. Aperte quadrado na frente do capô e ele irá abrí-lo e consertar o motor. Mas é preciso de um tempinho, pois numa perseguição policial isso pode complicar bastante. Melhor pegar outro carro que parar para consertar. Ah, e há a possibilidade de abrir o capô e o porta-malas quando bem quiser. Talvez poderemos guardar coisas no porta-malas… Ou “guardar” pessoas.

Chegando na missão, após a cutscene, você irá usar algumas armas. A primeira, logo de cara, será uma metralhadora. Que tipo? Veja na demo! Não vou estragar a surpresa, se bem que isso está em vídeos. Terá a chance de ver os efeitos de explosões e como os corpos reagem aos tiros. Gostaria só que a mira fosse um pouquinho menor, mas é proposital. Cada arma possui uma mira diferente, justamente porque cada arma atira de forma diferente. Pode-se comprar armas em lojas, como no GTA, ou roubá-las de inimigos mortos, o que dá um gostinho mais especial. Uma coisa boa que deu pra perceber é que os inimigos não tem mais balas que você tem nas armas. Isso significa que, se algum deles estiver com uma espingarda e essa consegue armazenar no máximo 8 tiros, são 8 que todos vamos ter. Conte quantas vezes o inimigo atira e pode ser que isso te ajude a saber quando ele estará recarregando ou não.

A mecânica de cover está boa. Muito melhor que em GTA e RDR. Mais realista também, pois o personagem anda de maneira diferente para cada local que estiver usando como cover. Ninguém, exceto ninjas, movimenta-se como ninjas. E isso foi passado para o jogo de forma a deixar mais realista. Tiros podem quebrar algumas coisas do cenário, inclusive paredes. O fogo está bem feito, assim como a fumaça.

O framerate às vezes dá umas quedinhas, mas nada preocupante. Como é uma demo, talvez a coisa esteja muito mais polida na versão final, que é o que se viu, por exemplo, na demo de God Of War III.

A demo está com 1055MB na PSN europeia. Acredito que será mesmo na PSN americana. Se gostam do gênero, recomendo que vejam, mas repito: é uma demo. Não tirem conclusões concretas do que estão vendo ali. Um abraço e curtam as screenshots que tirei.








comentários
  1. Bruno Porciuncula disse:

    Ótima review! Concordo com você! E achei a demo show de bola! Eu não andei muito na cidade, parti logo para a ação. Entrei no meu carro, que estava na garagem, e ouvi “Rock Around The Clock”. Pronto, o jogo tinha me conquistado mais ainda, já que sou um amante de músicas dos anos 50.

    Gostei da mira e do jeito que os capangas morrem. Nâo é necessário dar mil tiros. Basta atirar nos pontos certos e os caras morrem. A cena final da demo também é muito bacana. E dúvido que alguém não esteja ansioso para saber como se dará a continuação dela…

    Graficamente falando, achei que, principalmente dentro de casa, quando fazemos o movimento de câmera, há umas falhas, como se as linhas dos objetos estivessem quebrando… mas, imagino, isso será corrigido no final!

    Agora é só esperar o lançamento! (e a chegada do meu Collector’s Edition comprado na Game.co.uk)

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