Jogo Justo: eu não apoio. [atualizado com explicação no final]

Publicado: 30 de janeiro de 2011 em Geral
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Se você está lendo esse blog ou é um dos raros leitores que acompanha isso aqui, já deve estar informado sobre o projeto Jogo Justo. Caso contrário, informá-los-ei sobre isso.

O projeto Jogo Justo é um projeto de responsabilidade de Moacyr Alves Jr. e tem como objetivo principal conseguir reduzir impostos sobre jogos importados no Brasil, podendo deixá-los mais baratos e esperando que isso combata a pirataria e gere mais empregos e oportunidades de negócios no setor de jogos brasileiro. Acesse o site do projeto para conhecê-lo: http://www.jogojusto.com.br/category/sobre/

Agora que estão informados, dou meu ponto de vista.

Não vi ninguém fazendo um post em grandes blogs falando ser contra o projeto. Somente a favor. Porque virou moda você ser a favor do Jogo Justo e ser nerd hoje em dia por aqui. Parece que ninguém teve bolas pra isso, então dou minha cara à tapa.

O Jogo Justo não recebe meu apoio. Simplesmente porque caiu a ficha pra coisas mais importantes, e impostos em jogos não é uma delas. É um projeto mesquinho, sem bom senso e com muita gente que sequer sabe o que diz sendo apoiadores fervorosos. E pra piorar, quase todas as grandes lojas que têm uma categoria especial para venda de jogos e produtos relacionados, estão usando o projeto como puro e simples ato marqueteiro.

Ter jogos com preços que se ache justo não resolve 0,1% dos problemas relacionados à pirataria, nem com negócios que giram em torno do mercado de jogo e muito menos colabora com o bolso do mercado consumidor brasileiro. Se eu fosse apoiar algo relacionado à redução da carga tributária, apoiaria e apoio uma reforma tributária total no país.

Jogos com menos impostos não resolvem o problema da oneração contratual de empregados. Não resolve o problema de carros absurdamente caros pelo pouco que as montadoras oferecem. Não resolve o problema de que o aço produzido no Brasil sai mais caro que mandar matéria-prima pra fora, ter o aço confeccionado em outros países e importado para ser usado por aqui.

A não ser que a população, vendo que jogos estão com redução de impostos, mas o feijão que se compra no mercado da esquina continua com os mesmos altos impostos, e até mais altos que um jogo, acabe se revoltando contra o governo, o projeto não deveria ir pra frente e tampouco receber todo esse apoio.

Amigo… Se você usou seu carro pra ir à uma loja, ontem, no Dia do Jogo Justo, o combustível que está dentro do seu tanque tem altos impostos. O mesmo pro carro que você tem hoje. A roupa que você comprou teve impostos. A energia que você consome pra conseguir jogar também tem altos impostos. Independente de você ter comido num estabelecimento qualquer ou dentro da sua casa, a comida comprada pra preparar o que comeu tem impostos bem altos. O salgadinho que você comprou e come enquanto joga está recheado com impostos. Assim também como qualquer bebida, principalmente se for aquela cervejinha que tanto gosta: 56% de impostos (fonte). Você ainda paga IPTU para ter sua casa. Para ter seu carro, paga o IPVA e ainda engole numa boa pagar quase 20 reais de pedágio pra descer até o Litoral Sul de São Paulo pela Imigrantes e buracos dentro da cidade de São Paulo ou na sua cidade. A empresa que você trabalha e dá o seu vencimento paga também vários impostos, além do que te contratar também teve um custo em impostos.

Eu sou gamer. Jogo PRA CARALHO e enquanto tiver dedos, bom cérebro e boa visão, vou continuar a jogar até meu último suspiro de vida. Mas eu não quero jogos mais baratos. Mesmo. Eu ter todo esse cenário no Brasil e ver jogos ficando mais baratos é errado, muito errado. Pouco vai me importar eu pagar 100 reais por cada jogo lançamento e original, como os norte-americanos pagam por lá. Todo o resto ainda vai estar com altos impostos e não é um jogo ou uma line-up inteira de um console qualquer comprado com impostos que se ache justo que vai resolver minha vida e a vida de quem quer um bom futuro pra si.

Fico muito decepcionado de me intitular como gamer quando vejo milhares de pessoas que se intitulam assim também não pensando sequer um palmo à frente antes de apoiar um projeto como esse.

Não apoio e nunca irei apoiar o projeto Jogo Justo por todos esses motivos. Se é para reduzir impostos, que se reduza de uma forma geral, por meio de uma reforma em todo o sistema tributário brasileiro. E se você tem um mínimo de bom senso, deveria fazer o mesmo.

——————-

Se não entendeu o meu ponto de vista sobre o Projeto, queira por favor ler minha resposta dada ao colega e leitor Wagner sobre isso tudo, talvez de uma forma melhor explicada:

Olá, Wagner. Obrigado pelo ótimo comentário.

Sei de tudo isso sobre o Jogo Justo, assim como a atual situação econômica e fiscal brasileira. Mas há pontos que tenho que voltar a ressaltar, que talvez ficaram perdidos no post.

O meu ponto de vista não fica só nesse projeto. Eu não consigo dar apoio ao Jogo Justo porque há outros pontos da economia brasileira que necessitam de muito mais atenção. E sinceramente não acho que isso vá dar em algo de muita relevância. Achismos por achimos, eu acho que não e outros acham que sim. É uma aposta e a minha vai contra.

E sabe por que penso que uma reforma tributária não é utópica? Porque uma reforma tributária vai vir, seja cedo ou tarde, por conta de ajustes nas políticas fiscais e econômicas. Crises econômicas e controle de inflação uma hora não vão mais conseguir serem feitos somente por meio de ajustes na SELIC e simples e temporários ajustes de tributos. Não só para consumidores internos, mas para produtores, exportadores e importadores, esses mecanismos já batidos não vão mais ser suficientes para um avanço da economia. Será o ponto onde ou o governo faz a reforma ou faz a reforma. Sua escolha fica somente entre fazer antes de haver um descontrole e colapso da economia num pós-crise ou depois. Economicamente é uma questão histórica e plenamente previsível que aconteça.

Não deixo de entender que comprar lançamentos no Brasil por 100-120 reais é um sonho de muitos, inclusive o meu. Mas eu realmente prefiro deixar de apoiar a causa do Jogo Justo para apoiar algo maior e que dê muito mais resultados a longo prazo ao país. Não nos esqueçamos que além de combater altos impostos, caso o projeto vire uma lei e faça com que impostos para jogos sejam reduzidos, teremos que combater altos lucros. Ou acham que grandes varejistas são bonzinhos e não vão alterar a sua margem de lucro após a queda de impostos?

A política e os mecanismos para arrecadação de tributos brasileiros são atrasados, complicados, não transparentes e exageradamente falível. Enquanto por um lado há de se combater um abuso e fomentar o desenvolvimento de empregos e do mercado consumidor, há de se garantir também a arrecadação em níveis satisfatórios aos cofres públicos, pois não ter impostos sim, seria algo totalmente utópico. E enquanto o Jogo Justo tenta cuidar somente de jogos, uma reforma tributária poderia cuidar da maioria dos pontos que necessitam de atenção, inclusive impostos sobre jogos. E mesmo que seja uma solução que demore para acontecer, tenho mais certeza de que ocorra por tratar de assuntos “mais importantes” do que jogos. Prefiro, portanto, apoiar isso à apoiar o Jogo Justo.

comentários
  1. […] This post was mentioned on Twitter by Rafael Silva, henriquemartin, froio, Tiago Santana, Filipe Lima and others. Filipe Lima said: RT @soulomaeda: Jogo Justo: eu não apoio.: http://wp.me/pYiFl-2R […]

  2. Radoc disse:

    vc tem uma boa visao, no entanto eu discordo de vc e ainda apoio o jogo justo.
    O povo brasileiro é muito preguiçoso, fica parado até qnd coisas absurdas são feitas pelo governo.
    Eu acredito que toda manifestação popular útil deve ser encorajada.
    Apoio o jogo justo da mesma forma que apoiei o “humor sem censura” mesmo sabendo que isso nao me impactaria diretamente.
    Um movimento em prol de uma reforma tributaria geral seria realmente explendido, mas eu acho q é muito remota a possibilidade de isso acontecer , então prefiro pensar que um projeto como esse pode ser o primeiro de muitos do que pensar que é melhor continuar esperando alguem capaz de movimentar todo o povo brasileiro, preguiçoso e descrente, para mudar tudo que há de errado no sistema nacional.

  3. Marcelo disse:

    Olha Bruno, entendo sua visão. Impostos nós pagamos desde o momento que nascemos até o fim de nossas vidas, porém lutar para que os jogos sejam enquadrados na categoria de informática ao invés de jogos de azar, não é nada demais.

    Eu me considero um gamer casual, porém tudo é válido para beneficiar o povo brasileiro.

    Só acredito que o projeto precisa de mais organização e realmente seja algo sério. Ficar por horas tentando comprar algum jogo em um site e após alguns minutos o site sair do ar pela alta quantidade de acessos é ridículo.

    Concordo com vc na parte que vc fala que as grandes lojas estão vendo esse projeto com um simples ato marqueteiro.

    Acredito que o pessoal do ‘Jogo Justo’ ainda tem muito a melhorar, espero que consigam atingir a meta e sou a favor da reforma tributária assim como vc citou.

  4. Rueiro Verde disse:

    O seu post tem considerações nobres, mas no geral parece apenas um ato de “alguém precisa ser anti-mainstream”.

    Apoiar o jogo justo não invalida apoio ou luta pela reforma tributária no geral no país, muito pelo contrário – pode ser um teste bem sucedido e que avance para outros setores.

    Ficar só no mimimi de que o país tem muitos outros problemas e não fazer nada por eles não adianta nada…

    Me desculpe pela impressão, mas sua opinião é superfícial, ingênua e barata.

    • Não, Rueiro. Ninguém PRECISA ser “anti-mainstream”. Do mesmo modo que ninguém deve ir nadando a favor da maré porque todo mundo está. Prefiro nadar contra a correnteza se desconfio que no final há uma cachoeira.

      E da mesma forma que não invalida, também pouco ajuda. A reforma tributária é um ponto muito maior e mais complicado que lidar com uma simples reclassificação dos jogos de videogame no recebimento de tributos. E eu não apoiar o projeto Jogo Justo não significa que não apoio nenhum outro. Não preciso ficar apoiando qualquer projeto da área de jogos só por querer me intitular gamer. Isso é ser cego por opção.

      Prefiro apoiar projetos mais profundos e uso da minha liberdade de expressão pra isso. Não sou obrigado a agradar ninguém por ter um blog, nem ir à favor da maioria. Eu acho errado pelos motivos citados, porém citar meus argumentos sem contra-argumentar com razões melhores e que justifique seu ponto de vista, falando somente que ela é superficial, ingênua e barata, talvez tenha escrito de frente pra um espelho.

    • Panthro disse:

      Me economizou alguns caracteres.

      É incrível como o cara gastou tanto pra escrever sobre o porquê de não apoia um projeto de reformulação tributária “Eu não vou apoiar a baixar impostos de jogos quando posso ajudar a baixar impostos de produtos de cesta básica ou apoiar projetos que visem promover e garantir a aplicação de recursos do governo onde devem ser aplicados”, só que infelizmente toda essa nobreza não é exposta em nenhum outro lugar, não vi aqui pelo menos, link pra algo fora palavras evasivas do tipo “se for para” “prefiro”, a única coisa concreta é o seu não apoio por achar que existe outras prioridades que você “preferiria” apoiar caso essas despencassem de paraquedas no seu colo.

      Repetindo as palavras do colega: “Me desculpe pela impressão, mas sua opinião é superfícial, ingênua e barata.”

  5. boogiepop disse:

    basicamente você mandou ele calar a boca se ele não concorda. ele tem direito à opinião dele, por mais que você se considere politizada e mais informada que os outros e é claro, você tem o direito de criticar a opinião dele, mas não de mandá-lo calar a boca.

    volte pra cozinha antes de digitar, please.

  6. Fabio Bracht disse:

    Uma visão muito bonita e nobre, Bruno. Mas infelizmente utópica e inútil.

    Eu sou indiferente quanto ao JJ, não apoio nem me oponho. Se der certo, ótimo; se não der certo, não ficarei surpreso.

    Só não empatizo com a tua visão por um simples motivo (não acredito que estou prestes a fazer uma analogia com futebol, mas vamos lá): se um clube está mal das pernas e o ideal seria trocar todo o elenco, o técnico e até o presidente, eu jamais me oporia à possibilidade de trocar UM JOGADOR que fosse, mesmo que esse não seja o ideal. Em outras palavras: uma melhoria geral é sempre melhor e mais desejável do que uma melhoria pontual, mas na impossibilidade de termos a primeira, acho contraprodutivo se opor à segunda.

    Não dá pra melhorar tudo de uma vez, então que seja melhorado aquilo que dá. E palmas pelo esforço de quem tenta qualquer uma das duas aproximações ao problema.

  7. WAGNER LUIS RAMOS RIEGER disse:

    Boa noite caro amigo Bruno, também concordo que suas intenções são nobres, mas muito mau embasadas racionais.

    Eu jogo vídeo game a 17 anos, desde 1994, no bom e velho Super Nintendo. De lá para cá eu tive mais de 10 vídeo games, passando por Mega Drive, Sega Saturn, Playstation 1, Nintendo 64, Dreamcast, Nintendo Game Cube, Playstation 2, Xbox, Game Boy Color, Game Boy Advance, PSP e desde 2008 o Playstation 3.

    Dai eu lhe pergunto. Sabe quantos jogos originais eu tive em todos esses vídeos game antes de eu comprar um Playstation 3 ? NENHUM, e sabe porque ? Por que eu não podia pagar R$ 300,00 em um jogo original na época. Comprava um monte de jogos porcarias, piratas.

    Hoje, graças a Deus, eu me situo na classe média alta, e tenho condição de comprar 5, 10 jogos por mês se eu quiser, tanto que possuo mais de 60 jogos de Playstation 3, adquiridos através de compras internacionais em sites extrangeiros. Pago em torno de R$ 120,00 em lançamentos. Mas assim não dou lucro nenhum para a receita brasileira.

    Fico feliz pela minha condição, mas ao mesmo tempo fico triste por amigos meus que tem que esperar 6 meses depois de um lançamento para poder comprar por R$ 100,00 em um jogo usado no Mercado Livre.

    Isso acontece porque o os jogos no brasil estão na categoria de carga tributária do mesmo patamar dos jogos de azar, sendo que os mesmo não tem nada a ver com esse tipo de comércio. O que o Jogo Justo tenta fazer é não zerar a redução de imposto, mas que pelo menos os mesmos entrem na mesma classe de cds e dvds importados, para fins de lazer.

    Então tenta entender, até certo ponto influencia a pirataria, hoje desfruto dos benefícios dos jogos originais, e queria que fosse assim para todos. Imagine pagar R$ 120,00 reais em jogos aqui no Brasil, em 12 vezes sem juros nas Americanas.com. Ficaria bom para o Brasil, os jogadores e para a indústria de games.

    Reveja seu ponto de vista, como jogador, e tente apoiar ao menos essa essência no projeto Jogo Justo.

    • Olá, Wagner. Obrigado pelo ótimo comentário.

      Sei de tudo isso sobre o Jogo Justo, assim como a atual situação econômica e fiscal brasileira. Mas há pontos que tenho que voltar a ressaltar, que talvez ficaram perdidos no post.

      O meu ponto de vista não fica só nesse projeto. Eu não consigo dar apoio ao Jogo Justo porque há outros pontos da economia brasileira que necessitam de muito mais atenção. E sinceramente não acho que isso vá dar em algo de muita relevância. Achismos por achimos, eu acho que não e outros acham que sim. É uma aposta e a minha vai contra.

      E sabe por que penso que uma reforma tributária não é utópica? Porque uma reforma tributária vai vir, seja cedo ou tarde, por conta de ajustes nas políticas fiscais e econômicas. Crises econômicas e controle de inflação uma hora não vão mais conseguir serem feitos somente por meio de ajustes na SELIC e simples e temporários ajustes de tributos. Não só para consumidores internos, mas para produtores, exportadores e importadores, esses mecanismos já batidos não vão mais ser suficientes para um avanço da economia. Será o ponto onde ou o governo faz a reforma ou faz a reforma. Sua escolha fica somente entre fazer antes de haver um descontrole e colapso da economia num pós-crise ou depois. Economicamente é uma questão histórica e plenamente previsível que aconteça.

      Não deixo de entender que comprar lançamentos no Brasil por 100-120 reais é um sonho de muitos, inclusive o meu. Mas eu realmente prefiro deixar de apoiar a causa do Jogo Justo para apoiar algo maior e que dê muito mais resultados a longo prazo ao país. Não nos esqueçamos que além de combater altos impostos, caso o projeto vire uma lei e faça com que impostos para jogos sejam reduzidos, teremos que combater altos lucros. Ou acham que grandes varejistas são bonzinhos e não vão alterar a sua margem de lucro após a queda de impostos?

      A política e os mecanismos para arrecadação de tributos brasileiros são atrasados, complicados, não transparentes e exageradamente falível. Enquanto por um lado há de se combater um abuso e fomentar o desenvolvimento de empregos e do mercado consumidor, há de se garantir também a arrecadação em níveis satisfatórios aos cofres públicos, pois não ter impostos sim, seria algo totalmente utópico. E enquanto o Jogo Justo tenta cuidar somente de jogos, uma reforma tributária poderia cuidar da maioria dos pontos que necessitam de atenção, inclusive impostos sobre jogos. E mesmo que seja uma solução que demore para acontecer, tenho mais certeza de que ocorra por tratar de assuntos “mais importantes” do que jogos. Prefiro, portanto, apoiar isso à apoiar o Jogo Justo.

  8. Yukio disse:

    Respeito seu ponto de vista mas discordo do que vc disse…
    A intenção do Jogo Justo não é abolir os impostos mas sim mudar de categoria um produto que está incorretamente colocado como jogo de azar, o mesmo que loterias, cassinos e etc., sendo que esse é o principal motivo de esses produtos serem tão caros em nosso país.
    Produtos de informática também pagam impostos mas ao menos são cobrados menos carga tributária que jogos de azar, a luta não é diminuir os impostos e sim conseguir mudar de categoria.
    Se a luta fosse diminuição de impostos aí sim o seu raciocínio estaria correto e concordaria com vc em tudo oq vc disse.
    Acho que vc concorda tbem que não faria sentido a gasolina ser taxada como produto de informática certo?
    Quanto a diminuir a pirataria acredito que a Sony já vem fazendo um trabalho ao menos até agora eficiente contra isso… basta ver que diferentemente da geração PS2, a geração PS3 já não conta com jogos em todos os camelôs da Sta Ifigênia…
    Ah é! Estou feliz em conseguir comprar o PES2011 por 99,90 e Tekken 6 por 53,00…rs saiu mais barato que comprar na Sta Ifigênia lol
    Abraços!

  9. boogiepop disse:

    pena que não deu tempo de você ficar sem palavras antes de digitar de novo.

  10. Lucas disse:

    Bruno, concordo contigo quando critica a carga tributária no país, mas defender o movimento denominado “Jogo Justo” necessariamente significa fechar os olhos para as demais situações gritantes de alta tributação? Não é possível pleitear a redução dos tributos em jogos eletrônicos e manter o pensamento crítico em relação as demais situações?

    Pergunto também se estão completamente errados os idealizadores de jogos mais baratos (concordo contigo que algumas empresas defendem/defenderam essa bandeira com outros fins). E se outros ramos adotassem o lema “justo” se a iniciativa dos jogos der certo? Combustível justo, pedágio justo, remédio justo… Aliás, troquemos o “jogo” pelo “remédio”. Seria contra também a campanha de redução da carga tributária de “remédios” pelo simples fato desta mencionar apenas “remédios” ao invés da reforma tributária geral?

    Reitero que concordo contigo quando fala que pouco adianta amenizar as dores ao invés de cortar o mal pela raiz. A reforma tributária é o ideal? Sem sombra de dúvida, mas enquanto isso…

    Um abraço.

  11. Victor disse:

    Como esse é o ÚNICO Blog que resolveu não apoiar o JogoJusto vou colocar aqui o meu comentário porque aqui eu sei que ele não vai ser moderado pelo Moacyr (Todos os comentários que criticam ou apontam falhas no projeto são excluidos por ele do site do JJ). Vou colocar aqui mais um motivo pelo qual eu DEIXEI de apoiar o Jogo Justo.

    No momento em que a Saraiva.com.br baixou os preços de seus jogos no dia do JJ sem ser parceira do projeto, vendeu horrores no lugar do walmart.com e, com certeza, teve um bom lucro com isso, me caiu a ficha da verdadeira intenção do projeto.

    O Jogo Justo não quer nos favorecer vocês, meus caros companheiros gamers! O Jogo Justo quer favorecer APENAS O LOJISTA. A baixa no preço dos games combateria sim a pirataria. Se um lançamento ficar a 99 reais, então um jogo mais antigo ficaria entre 35 e 50 reais. Isso seria um belo estímulo pra voce não comprar no camelô, pois voce pagaria uma média de 40 com a possibilidade de depois trocar por outro game ou revender por 25-30 saindo no mesmo preço do pirata. Porém, a Saraiva.com.br mostrou que o principal problema quanto ao preço dos jogos não necessita de um projeto chamado Jogo Justo. E sim de um projeto chamado Ganacia Justa, visando diminuir a ganância do lojista.

    O real objetivo do JogoJusto é abaixar o preço dos games para que eles se aproximem do preço do pirata, aumentando as vendas para o lojista ao sacrificar a arrecadação de impostos do país. O Exorbitante lucro de 200% dos lojistas e da distribuidora seriam mantidos. Em vez de sacrificar não só a carga tributária como também o lucro dos lojistas.

    Não acreditem na historinha de quem faz conta usando o preço de um lançamento a 50$. A distribuidora e o lojista não compram de revendedores nos EUA. Eles compram das produtoras em grandes quantidades e, portanto, não pagam nem metade desse valor de revenda. Com os impostos de hoje, o preço justo de um lançamento não deveria ser mais do que 120-130 reais respeitando uma boa margem de lucro (talvez 80 ou até 100%) para o lojista.

    Isso, o Moacyr não coloca no Blog dele. Vocês que apoiam o JogoJusto, deveriam pedir ao Moacyr para ser transparente. Peçam a ele entrar em contato com a NC e fazer eles liberarem as notas fiscais de compra. Peçam para ele liberar todas as notas ficais, inclusive da receira federal com os impostos do fornecedor nos EUA até o lojita. Ele não vai fazer, porque se fizer os Gamers irão em cima do lojista!

    Como exemplo, cito o novo Mortal Kombat. O jogo foi traduzido para o português e fabricado na ZONA FRANCA DE MANAUS. Esse jogo em tese não leva impostos de importação nas costas. Peçam para o Moacyr explicar o porque dele estar sendo vendido a exorbitantes 199,00!

    • Leonardo disse:

      Rapaz, a mesma ficha me caiu. Parece até que foi eu quem escrevei isso aí em cima. Semana passada alguns desses jogos estavam sendo já por R$99 e foram subtamente aumentados para voltarem aos R$99. Eu vi agora uma matéria antiga do site terra fazendo essas contas com jogo vendido por $50 e PS3 vendido por $299. Até parece que a NC Games compra da Amazon. Fiz diversas perguntas ao Moacyr mas ele nunca responde. Provavelmente ele e os lojistas fazem uma coligação como vimos entre a milícia, políticos e o apresentador de tv no filme Tropa de Elite 2.
      Pois eu tentando gritas aos 4 ventos: mesmo que os jogos sejam reclassificados, tenho certeza que não os veremos ser vendidos por R$99 como promete um dos posts no próprio site do JJ. Eu aposto com qualquer um que se os impostos caírem 50%, o preço final vai cair somente uns 15%. O restante vai todo para o bolso dos lojistas. E como bem você lembrou, o que dizer de GT5, Mortal Kombat e KillZone3? São prensados no Brasil e são vendidos por 199. Eu não sou muito adepto de sites de redes sociais mas vou fazer um só pra encher o site do JogoJusto com esses questionamentos.

      • Victor disse:

        @Leonardo

        Eles seriam vendidos por 99. Pelo menos no início sim. O problema é que o lucro da distribuidora e dos lojistas continuara exorbitante. A reforma tributária tem sim que ser feita e os VideoGames tem sim que sair da categoria de jogo de azar, mas os comerciantes tem que diminuir a margem de lucro deles. Isso eles não fazem.

        Ja postei inúmeras vezes no site do JogoJusto pedidos ao Moacyr para divulgar as notas fiscais. Principalmente da NC. Ela é a única distribuidora. Monopolista. Pode botar o preço que quiser tendo o lucro que quiser. O Moacyr modera todos os meus posts e continua sem divulgar as notas fiscais.

        Vamos pensar na Gasolina? Copiaram o Jogo Justo e fizeram o Preço justo pra gasolina. Só que tem um pequeno problema. O preço do litro cairia em mais de 1 real se os impostos fossem menores, mas MESMO ASSIM seria MAIS CARO do que a gasolina em VÁRIOS outros países.

        Porque no brasil tudo é tão caro? É Simples. A Lei de Mercado aqui não existe. Mesmo quando há concorrencia, as empresas se juntam e definem um preço para que todos lucrem. Como a gasolina chegou a um preço absurdo, rapidinho os revendedores colocaram a culpa nos impostos. Assim eles continuam fazendo essa sacanagem e tendo lucros exorbitantes.

        Voltando ao tópico, nenhum movimento que seja realmente em beneficio do povo da certo no brasil. O Da Gasolina e o JogoJusto estão funcionando. Porque? O Da Gasolina é feito pelos revendedores. Ávidos por lucro fácil. E o Jogo Justo? Ora, o JogoJusto é apoiado por diversos lojistas, desenvolvedores e pela distribuidora NC Games. Por isso tem essa força. O proprio Moacyr tem a empresa dele.

        Fazendo uma análise de preços como você fez, leonardo, podemos ver claramente a sacanagem. Os jogos do JogoJusto Fase 1, já são vendidos a 99 reais!!! Não baixou o preço la fora. Mas aqui baixou. Os do jogo Justo Fase 2, foram vendidos a 99 durante o JJ e agora são vendidos pelo Walmart a 129 cada. Alguem duvida que o Walmart esteja tendo lucro vendendo a 129? Alguem duvida que os lojistas que participaram do jogo justo lucraram horrores com a “Promoção” a 99 reais cada jogo?

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